Volta Ilha da Magia 2017

No feriadão de 12 de outubro de 2017 percorremos a Ilha de Santa Catarina, município de Florianópolis, totalmente de bicicleta. Faltou fazer apenas a pontinha do sul da ilha, mas é apenas porque não há acesso a determinadas praias. Acesso por trilha já acaba sendo outro tipo de viagem, é necessário levar equipamentos para trekking, mochilas... e nós optamos somente pela bike e pelos alforges. Estávamos numa vibe de bike. Queríamos estrada.

Nosso roteiro:

Dia 1 - Centro - Trindade
Chegamos na cidade de manhã bem cedo. Montamos as bicicletas e, saindo da rodoviária, deixamos nossas bagagens no EcoBox Hostel, um cantinho super bacana numa das ruas mais clássicas do centrão da Ilha da Magia. Fomos pedalando até onde a chuva, fina e fraca, passou a nos desencorajar (isso muito próximo da UFSC); então demos um tempo na Beira Mar, almoçamos, descansamos e voltamos para o centro. Curtimos aquele dia por lá e planejamos sair bem cedo na manhã seguinte rumo ao norte da Ilha. Caminhamos bastante durante a noite naquele centro histórico lindo... e vazio (a gente adora centros históricos... vazios, então, são uma satisfação à parte). Terminamos nossas bebidinhas em boteco na Av. Beira Mar.





Dia 2 - Centro - Ingleses
Saímos de manhã rumo ao norte. Pelos cálculos, seriam 34km pela frente. Com subidas e descidas amenas, o relevo até o norte da ilha não é o que mais incomoda. A iminência da chuva também não nos assustava. O trânsito, esse sim, grande vilão, estava asqueroso. O trecho Centro-Ingleses é, disparado, o pior trecho de toda a ilha. Há pontos sem acostamento, pontos em que o fluxo de veículos anda próximo a 100km/h. Não aconselho pedalar nesse trecho da SC-401: tome um ônibus e parta do norte da ilha para baixo. Chegamos ao Ingleses do Rio Vermelho à tardinha, junto com a tormenta. Ainda deu tempo de dar aquela passadinha marota na orla antes de chegarmos ao Zinga Beach Hostel, mas ao subirmos de volta para o asfalto, uma tempestade de primavera nos pegou de cheio. Foi gostoso, lavamos a alma... e chegamos ao Hostel completamente ensopados. Mas ok, estava calor... então tá tudo bem. O Zinga Beach Hostel tem cervejaria artesanal que leva o mesmo nome. Que coisa bem gostosa tomar um banho de chuva... e depois um banho quente, beber cervejas deliciosas feitas à mão e jantar nossa comidinha saborosa de acampamento... :p




Dia 3 - Ingleses - Moçambique - Lagoa da Conceição - Campeche

Acordamos e já começamos a rumar para a Lagoa da Conceição. Aí o caminho era de altíssima qualidade: ciclofaixa o tempo inteiro, coisa boa. As subidas também já passaram a ficar mais pesadinhas. Havia muitos pedestres usando a ciclofaixa... mas a gente estava de feriadão, vamos admitir... não estávamos no "modo urbano ON", então tava tudo ok. Fomos descendo bem devagar e curtindo cada momento: passamos pela minha praia favorita nesse mundo, Moçambique. Você conhece Moçambique? Que praia maravilhosa. Violenta, maldosa, agressiva e de uma beleza magnífica. Tava rolando o Mountain Do na beira da praia e ficamos assistindo aos atletas por um tempinho até que seguimos para a Lagoa da Conceição. A descida do Mole e da Galheta foi refrescante. Chegamos no meio da tarde e sentamos para comer uma sequência de camarão de frente pra Lagoa. Bebemos uma cervejinha (faça o que eu digo mas não faça o que eu faço: não beba antes de pedalar!) e partimos para o Campeche. Existe um hostel fan-tás-ti-co lá que fica dentro de uma reserva ecológica que protege Lontras e outros animais selvagens de pequeno porte chamado "Refúgio da Lontra". Para se hospedar nesse hostel, é necessário fazer uma reserva de vários meses de antecipação, mas tivemos sorte e um dos melhores quartos estava vago naquele feriadão. Desfrutamos de um silêncio mágico, em um hostel extremamente confortável.




Dia 4 - Campeche - Centro

Acordamos naquele local paradisíaco e fazia muito sol. Fomos conhecer as lontras da reserva. Ficamos lá, em meio às inúmeras aves e micos dourados que rodeavam a árvore que nos fazia sombra, até que bateu o meio dia, arrumamos as bicicletas para o último trecho de pedal e dale.
Paramos na praia do Campeche, começamos a calcular a rota e os horários... aquele mar azul tava hipnotizando a gente.
Fez um dia de sol divino, mesmo. Temperatura de primavera, tudo estava lindo. Queríamos era ficar mais. Chegamos no centro de Florianópolis (o caminho também teve bastante ciclovia) e então nos deparamos com a Fenaostra, que acontecia no Mercado Público Municipal. É claro que acabamos trocando nossas passagens para um horário mais à frente, né. Não queríamos perder a oportunidade de participar daquilo tudo - e de ficar mais umas horinhas em Floripa. Deixamos as bicicletas e as bagagens na rodoviária, nos vestimos como pessoas normais (risos) e seguimos para o Mercado Público. Bebemos cerveja artesanal até entortarmos e fomos embora para Porto Alegre com aquela sensação gostosa de um fim de semana de pedal nota dez.





Total: 120km percorridos em 4 dias

Dificuldade: baixa a moderada